Instituto Geledés
Quem Vem Depois?
Pessoas negras quebram barreiras, mas ficam sozinhas depois da conquista. Conheça estes pioneiros e faça parte da luta por continuidade do movimento negro.
Ser o primeiro
é um marco.
Ser o único
é um alerta.
Quem vem depois?
Uma campanha do Geledés para estimular a
sociedade a pressionar por continuidade de
pessoas negras em espaços de poder.
Primeiro e único homem negro diretor da UNESCO
Primeira e única mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras
Primeira e única mulher negra presidenta da Assembleia Geral das Nações Unidas
Primeiro e único homem negro diretor na Faculdade de Medicina da UFBA
Primeiro e único presidente negro dos Estados Unidos da América
Primeira e única mulher negra eleita governadora do estado do Rio de Janeiro
Primeiro e único homem negro a conquistar uma medalha olímpica na natação pelo Brasil
Primeira e única mulher negra docente na Faculdade de Direito da USP
Primeira e única mulher negra vencedora do Oscar de Melhor Atriz
Primeira e única mulher negra secretária de imprensa da Casa Branca
Primeiro e único homem negro Secretário Geral da ONU
Primeira e única mulher negra desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
Primeira e única mulher negra bailarina principal do American Ballet Theatre
Primeiro e único presidente negro do Brasil
Primeira e única mulher negra vencedora do Prêmio Nobel de Literatura
Primeiro doutor em Relações Internacionais da Bahia
Amadou- Mahtar M.
Ana Maria Gonçalves
Angie Brooks
Antônio Alberto L.
Barack Obama
Benedita da Silva
Edvaldo Valério
Eunice Prudente
Halle Berry
Karine Jean-Pierre
Kofi Annan
Maria Ivatônia B.
Misty Copeland
Nilo Peçanha
Toni Morrison
Zulu Araújo
Senegalês (1921–2024), professor e ex-combatente da Segunda Guerra, foi eleito diretor-geral da UNESCO (1974–1987), o primeiro africano a chefiar uma agência das Nações Unidas — e, até hoje, o único negro a dirigir a UNESCO.
Nascida em Ibiá (MG), é escritora, roteirista e dramaturga. Autora de “Um Defeito de Cor” (2006), vencedora do Prêmio Casa de las Américas, foi eleita em 2024 para a cadeira nº 33 da Academia Brasileira de Letras, tornando-se a primeira e única mulher negra a integrar a instituição desde sua fundação.
Diplomata e jurista liberiana (1928–2007), foi a 24ª presidente da Assembleia-Geral da ONU (1969–1970), tornando-se a primeira mulher africana a ocupar o cargo e, até hoje, a única mulher negra a presidi-lo; atuou pela autodeterminação de países africanos e foi representante permanente da Libéria na ONU.
Médico e professor da Universidade Federal da Bahia, foi eleito em 2023 diretor da Faculdade de Medicina da UFBA, tornando-se o primeiro e único homem negro a ocupar o cargo em 215 anos de existência da instituição, no estado com a maior população negra do país.
Nascido em 1961 no Havaí, formado em Columbia e em Direito por Harvard (onde presidiu a Law Review), foi senador por Illinois e, em 2008, elegeu-se o 44º presidente dos EUA (2009–2017), tornando-se o primeiro — e, até o momento, o único — presidente negro do país.
Nascida no morro Chapéu Mangueira, no Rio de Janeiro, é assistente social e política. Construiu uma trajetória marcada pela luta por justiça social e direitos humanos. Foi deputada federal, senadora e vice-governadora, tornando-se em 2002 a primeira e única mulher negra a governar o estado do Rio de Janeiro.
Nascido em Salvador (BA) em 1978, é nadador e foi o primeiro e único homem negro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica na natação, ao integrar o revezamento 4x100m livre que conquistou o bronze nos Jogos de Sydney, em 2000.
Nascida em São Paulo, é jurista e professora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde se tornou a primeira e única mulher negra a integrar o corpo docente. Foi também secretária municipal de Justiça e de Direitos Humanos da cidade de São Paulo.
Atriz norte-americana nascida em 1966, Halle Berry começou como modelo e Miss Ohio, migrou para a TV e o cinema no fim dos anos 1980 e venceu o Oscar de Melhor Atriz por “Monster’s Ball” (2001, prêmio de 2002), tornando-se a primeira — e até hoje a única — mulher negra a ganhar na categoria principal de atuação feminina.
Assessora política nascida em Martinica e criada em Nova York, trabalhou nas campanhas de Obama e Biden e foi nomeada secretária de imprensa da Casa Branca em 2022, tornando-se a primeira pessoa negra — e a primeira pessoa abertamente LGBTQIA+ — no cargo.
Diplomata ganês (1938–2018), sétimo secretário-geral da ONU (1997–2006) e primeiro negro a ocupar o posto; correalizou reformas administrativas, ampliou a agenda de direitos humanos e, com a própria ONU, recebeu o Nobel da Paz em 2001 por seu trabalho por um mundo mais organizado e pacífico.
Nascida em Alagoas, é magistrada e tornou-se a primeira e única desembargadora negra do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), assumindo o cargo em 2023 após mais de três décadas de atuação na magistratura.
Bailarina norte-americana nascida em 1982, ingressou tardiamente no balé clássico e, em 2015, tornou-se a primeira mulher negra promovida a principal dançarina do American Ballet Theatre (ABT), consolidando-se como ícone pop e voz ativa por diversidade na dança.
Nilo Peçanha nasceu em 1867 em Campos dos Goytacazes (RJ) e foi o primeiro e único presidente negro do Brasil, assumindo o cargo em 1909 após a morte de Afonso Pena. Criou o Serviço de Proteção aos “Índios”, precursor da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e fundou a Escola de Aprendizes Artífices, marco da educação técnica que originou a atual rede federal de ensino profissional.
Romancista, editora e professora (1931–2019), autora de obras centrais como “The Bluest Eye”, “Sula”, “Song of Solomon” e “Beloved” (Prêmio Pulitzer, 1988); em 1993 tornou-se a primeira — e até hoje a única — mulher negra laureada com o Nobel de Literatura, reconhecida por dar vida, com força visionária e poética, a um aspecto essencial da realidade americana.
Nascido em Salvador (BA), é arquiteto, mestre em Cultura e Sociedade, gestor cultural e ex-presidente da Fundação Palmares. Recentemente, tornou-se o primeiro e único negro doutor em Relações Internacionais no estado da Bahia, pela Universidade Federal da Bahia.
QUEM VEM
DEPOIS
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